sábado, 26 de outubro de 2013

Como lidar com um "player"

Certamente que quase todas as mulheres já lidaram de alguma forma com um homem bom conversador, interessante, divertido e com o bónus de ser bom na cama. Um tipo com quem facilmente se poderiam apaixonar não fosse um pequeno problema. Ele não a tem só a si no menu. Existem outras, nalguns casos uma para cada dia. 

Não será muito difícil perceber que não está perante um príncipe encantado mas um playboy, ou usando uma terminologia mais recente: um "player": ele não a leva até o seu círculo de amigos/família, convida-a apenas para saídas ao fim-de-semana, nunca fala muito de si mesmo ou do seu passado...

Como lidar com com player? Algumas dicas e conselhos:
  1. Muitas mulheres percebem rapidamente que estão perante um player e mesmo assim seguem na relação com a convicção que o vão conseguir mudar. Desengane-se: um player não muda só porque você quer. Ele poderá mudar, mas será no timing e à maneira dele não da sua. Lembre-se que as mulheres mudam mais facilmente que os homens. Não veja os homens pela sua perspectiva.
  2. Não será pela sua aparência ou pelo sexo que vai conseguir conquistar um player. Ele tem N opções e certamente uma delas será melhor que você. Ele poderá ser conquistado pela sua personalidade e o nível de confiança e (sim) dependência que consiga criar nele. Lembre-se os homens são emocionalmente mais fracos que as mulheres e são mais carentes de afetos.
  3. Um player pode mudar, porém o risco de recaídas é sempre alto. Mas isso não a deve impedir de ter uma excelente relação. Se ele a vir como alguém que o complemente, que gera empatia e que partilhem valores, ele ser-lhe-á leal.
  4. Finalmente, um player pode ser uma excelente companhia e ter momentos fantásticos, se não está para ter nada sério. Saiba apenas as águas que está a navegar.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Porque os homens gostam das mulheres ...

Um livro recente "Why Men Love Bitches: From Doormat to Dreamgirl - A Woman's Guide to Holding Her Own in a Relationship", levanta questões interessantes sobre as atitudes das mulheres nas relações.

Segundo as autoras, se as mulheres querem segurar um homem, então devem deixar de cair na tentação de tornarem submissas e dóceis, nalguns casos umas mães, e agirem mais como umas ... cabras.

Reconheço que o livro tem alguns pontos válidos e apresenta algumas verdades inconvenientes. É verdade que os homens se interessam por mulheres difíceis e gostam se ser "caçadores" de alvos em movimento. É verdade que muitas mulheres depois da relação entrar em velocidade de cruzeiro, se tornam extremamente desinteressantes e até aborrecidas com as suas preocupações domésticas e familiares e as suas atitudes submissas de boa esposa.

Se bem que isso possa ser interessante, claramente não são o tipo de atitudes que excitem os homens. É muito fácil, com a habituação, o homem perder todo o interesse sexual pela mulher que tem em casa, independentemente do quanto estiveram apaixonados no passado.

A incerteza, a novidade, o desafio, o enredo, a aventura, a imprevisibilidade, a descoberta, são os elementos que fazem correr a adernalina nas veias e estimulam a sexualidade num homem. Isso é inegável. O livro ensina uma mulher a manter vivos esses elementos na relação através de comportamentos, quase todos eles, de natureza contrária ou que seria de esperar por parte dos homens.

Não posso negar que a maior parte desses ensinamentos possa ser eficaz. Agora, o que deixa preocupado é a forma que as autoras sugerem, recorrendo à manipulação, à chantagem e até à "tortura sexual" do homem. Em todo o livro o objectivo é claro: por a mulher em controlo total da relação e por o homem no "seu lugar".

Não acredito que esta seja uma abordagem correcta, embora admita que possa resultar nalguns casos. Se bem que na prática sejam muitas vezes as mulheres o sexo forte das relações, não acredito que este tipo de truques para subjugar os homens aos desígnios femininos possa conduzir a um relacionamento saudável a longo prazo.

Um relacionamento é uma partilha não uma guerra de poder travada segundo objectivos tácticos e estratégicos que visam maximizar o meu retorno sem olhar a meios. Isso pode funcionar no mundo dos negócios, mas acredito que dificilmente resulte no longo prazo nas relações homem-mulher.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Japão: um novo paradigma ou um caso patológico?

Num artigo recente publicado pelo jornal The Guardian é apresentada uma perspectiva chocante e ao mesmo tempo reveladora das transformações das sociedades modernas.

Apenas uma minoria das mulheres se casa, e a maior parte não tem sequer planos para o fazer. Sexo é algo dispensável, e uma assombrosa percentagem de homens e mulheres chega aos 30 anos ainda virgem.

Não é só o facto desta ser uma sociedade conservadora onde a família é um entrave ao caminho profissional das mulheres. Na verdade, cerca de 45% das mulheres dos 16 aos 24 anos não se interessam por sexo ou qualquer tipo de contato físico com homens e mais de 1/4 dos homens pensam de forma recíproca. Não admira que no Japão se vendam mais fraldas para adultos que para bebés.