Um livro recente "Why Men Love Bitches: From Doormat to Dreamgirl - A Woman's Guide to Holding Her Own in a Relationship", levanta questões interessantes sobre as atitudes das mulheres nas relações.
Segundo as autoras, se as mulheres querem segurar um homem, então devem deixar de cair na tentação de tornarem submissas e dóceis, nalguns casos umas mães, e agirem mais como umas ... cabras.
Reconheço que o livro tem alguns pontos válidos e apresenta algumas verdades inconvenientes. É verdade que os homens se interessam por mulheres difíceis e gostam se ser "caçadores" de alvos em movimento. É verdade que muitas mulheres depois da relação entrar em velocidade de cruzeiro, se tornam extremamente desinteressantes e até aborrecidas com as suas preocupações domésticas e familiares e as suas atitudes submissas de boa esposa.
Se bem que isso possa ser interessante, claramente não são o tipo de atitudes que excitem os homens. É muito fácil, com a habituação, o homem perder todo o interesse sexual pela mulher que tem em casa, independentemente do quanto estiveram apaixonados no passado.
A incerteza, a novidade, o desafio, o enredo, a aventura, a imprevisibilidade, a descoberta, são os elementos que fazem correr a adernalina nas veias e estimulam a sexualidade num homem. Isso é inegável. O livro ensina uma mulher a manter vivos esses elementos na relação através de comportamentos, quase todos eles, de natureza contrária ou que seria de esperar por parte dos homens.
Não posso negar que a maior parte desses ensinamentos possa ser eficaz. Agora, o que deixa preocupado é a forma que as autoras sugerem, recorrendo à manipulação, à chantagem e até à "tortura sexual" do homem. Em todo o livro o objectivo é claro: por a mulher em controlo total da relação e por o homem no "seu lugar".
Não acredito que esta seja uma abordagem correcta, embora admita que possa resultar nalguns casos. Se bem que na prática sejam muitas vezes as mulheres o sexo forte das relações, não acredito que este tipo de truques para subjugar os homens aos desígnios femininos possa conduzir a um relacionamento saudável a longo prazo.
Um relacionamento é uma partilha não uma guerra de poder travada segundo objectivos tácticos e estratégicos que visam maximizar o meu retorno sem olhar a meios. Isso pode funcionar no mundo dos negócios, mas acredito que dificilmente resulte no longo prazo nas relações homem-mulher.

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