sexta-feira, 15 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Diz-me com quantas dormes, dir-te-ei quem és

Muitos fenómenos na natureza apresentam uma distribuição em forma de lei de potência (power law). Por exemplo, a riqueza está distribuída de forma desigual e uma pequena fracção dos mais ricos ganham mais dinheito que a esmagadora maioria da população: a chamada lei de Pareto.

No caso dos relacionamentos, a situação não é muito diferente. Vários estudos realizados nos EUA e na Suécia, mostram que a distribuição do número de parceiros sexuais segue uma lei de potência, com um expoente alpha entre 2.5 e 3. Tal significa que a maioria da população tem apenas alguns parceiros, enquanto uma fracção mínima dispõe de um número de parceiros muito elevados (no caso da figura acima, 1% teve cerca de 6 parceiros e só apenas 0.1% (1 em cada 1000) da população de homens teve 30 parceiros sexuais.

A rede de parceiros sexuais apresenta várias características que a tornam interessante. Os parceiros sexuais mais activos (ou promíscuos) funcionam como hubs o que fazem com que esta seja uma rede livre de escala, com caminhos curtos entre os vários nós.

Para quem quiser saber mais, consultar este artigo 


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Entrevista à revista Exame Informática


1- Como é que surgiu a ideia de escrever o livro “A Arte de Fazer Amor”?
Nasceu da minha curiosidade por tudo. Como Físico, um dia questionei-me se não conhecíamos melhor objectos a milhões de anos-luz de distância do que as pessoas do sexo oposto e com quem convivemos a maior parte das nossas vidas.
1a. Será que considera que há público que não domina essa “arte”?
Pelas vendas do livro parece-me bem que não.
2- Chegou a tentar propor a publicação deste livro nas editoras que operam no circuito tradicional? Se sim quais foram as reações?
sim. Em pt nao tive resposta alguma. No Brasil consegui logo na primeira editora, mas depois o projecto foi abandonado.
3- Quais as vantagens/virtudes da autopublicação na Internet? Está a ponderar recorrer a outras plataformas similares?
Para o autor é muito mais simples pois as barreiras à entrada são quase nulas. No mundo digital não há custo com átomos (papel, estantes, lojas, distribuidores…). São apenas bits, e esses têm um custo zero. Há espaço para todos os autores e não apenas os best-sellers ou os autores que uns iluminados acham “vendáveis”.
4- Acredita que pode ganhar dinheiro suficiente para viver com os livros que (auto)publica?
Depende. Se endereçar o mercado brasileiro sim. Se apostar só no mercado pt será difícil.
Quantos exemplares já vendeu?
Desde o início do ano uns 3000. Espero chegar aos 5000 até final do ano. No Google Play no Brasil este livro chegou a estar em número 1.
Considera justa a repartição de lucros nas plataformas de autopublicação?
Nos mercados não há lugar para essa palavra “justo”. Desde que haja alguém disposto a comprar e alguém disposto a vender por um certo valor, a transação é efectuada. Agora, pode é perguntar se o intermediário acrescenta ou não valor ao produto. A minha resposta é sim, sobretudo a nível dos canais de venda, mas é um valor muito marginal. Os próximos dois livros que tenho quase prontos e estou para lançar, muito possivelmente não irei usar intermediários.
5- Quais as reações dos leitores(as)? Algum tentou contactá-lo?
Como as vendas têm corrido bem, suponho que tenham gostado. Mas até agora nenhum leitor(a) me veio pedir conselhos. Ainda bem, porque dificilmente saberia responder – embora tivesse criado um blog com algumas reflexões sobre o tema (artefazeramor.blogspot.com). Sou um cientista e um analista financeiro, não um conselheiro sentimental :)
Além disso, não gosto de dar conselhos sobre a vida dos outros, nem me sinto com essas competências. Apenas escrevi algumas notas generalistas sobre relacionamentos, que apesar de parecerem óbvias, muita gente (sobretudo os homens) não as aplicam, e pior ainda, não querem aprender – com grande prejuizo para as suas relações.
6- Última questão, que está diretamente relacionada com o conteúdo do livro, mas que também é importante para se perceber o conceito de autopublicação: quem é que pode garantir que os conselhos de “A Arte de Fazer Amor” são legítimos, credíveis e produzem resultados?
Acho que podia fazer essa pergunta a autores de outros livros publicados e que nalguns casos, graves danos causam à sociedade, sobretudo nas áreas de economia e finanças. Seria interessante perguntar pelas métricas de sucesso destes autores. onde as “verdades”são estabelecidas com pressupostos “científicos” mas que de ciência não têm nada. Uma delas talvez fosse a crise financeira iniciada em 2008 e que já “destruiu” quase 5 triliões de dolares. Mas isso levar-nos-ia para outros caminhos…
Quanto ao meu livro, embora esteja a precisar de ser actualizado, aos amigos a quem ofereci um exemplar. todos eles gostaram, aprenderam algo ou se divertiram a lê-lo. Para mim é uma métrica suficiente.

sábado, 26 de outubro de 2013

Como lidar com um "player"

Certamente que quase todas as mulheres já lidaram de alguma forma com um homem bom conversador, interessante, divertido e com o bónus de ser bom na cama. Um tipo com quem facilmente se poderiam apaixonar não fosse um pequeno problema. Ele não a tem só a si no menu. Existem outras, nalguns casos uma para cada dia. 

Não será muito difícil perceber que não está perante um príncipe encantado mas um playboy, ou usando uma terminologia mais recente: um "player": ele não a leva até o seu círculo de amigos/família, convida-a apenas para saídas ao fim-de-semana, nunca fala muito de si mesmo ou do seu passado...

Como lidar com com player? Algumas dicas e conselhos:
  1. Muitas mulheres percebem rapidamente que estão perante um player e mesmo assim seguem na relação com a convicção que o vão conseguir mudar. Desengane-se: um player não muda só porque você quer. Ele poderá mudar, mas será no timing e à maneira dele não da sua. Lembre-se que as mulheres mudam mais facilmente que os homens. Não veja os homens pela sua perspectiva.
  2. Não será pela sua aparência ou pelo sexo que vai conseguir conquistar um player. Ele tem N opções e certamente uma delas será melhor que você. Ele poderá ser conquistado pela sua personalidade e o nível de confiança e (sim) dependência que consiga criar nele. Lembre-se os homens são emocionalmente mais fracos que as mulheres e são mais carentes de afetos.
  3. Um player pode mudar, porém o risco de recaídas é sempre alto. Mas isso não a deve impedir de ter uma excelente relação. Se ele a vir como alguém que o complemente, que gera empatia e que partilhem valores, ele ser-lhe-á leal.
  4. Finalmente, um player pode ser uma excelente companhia e ter momentos fantásticos, se não está para ter nada sério. Saiba apenas as águas que está a navegar.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Porque os homens gostam das mulheres ...

Um livro recente "Why Men Love Bitches: From Doormat to Dreamgirl - A Woman's Guide to Holding Her Own in a Relationship", levanta questões interessantes sobre as atitudes das mulheres nas relações.

Segundo as autoras, se as mulheres querem segurar um homem, então devem deixar de cair na tentação de tornarem submissas e dóceis, nalguns casos umas mães, e agirem mais como umas ... cabras.

Reconheço que o livro tem alguns pontos válidos e apresenta algumas verdades inconvenientes. É verdade que os homens se interessam por mulheres difíceis e gostam se ser "caçadores" de alvos em movimento. É verdade que muitas mulheres depois da relação entrar em velocidade de cruzeiro, se tornam extremamente desinteressantes e até aborrecidas com as suas preocupações domésticas e familiares e as suas atitudes submissas de boa esposa.

Se bem que isso possa ser interessante, claramente não são o tipo de atitudes que excitem os homens. É muito fácil, com a habituação, o homem perder todo o interesse sexual pela mulher que tem em casa, independentemente do quanto estiveram apaixonados no passado.

A incerteza, a novidade, o desafio, o enredo, a aventura, a imprevisibilidade, a descoberta, são os elementos que fazem correr a adernalina nas veias e estimulam a sexualidade num homem. Isso é inegável. O livro ensina uma mulher a manter vivos esses elementos na relação através de comportamentos, quase todos eles, de natureza contrária ou que seria de esperar por parte dos homens.

Não posso negar que a maior parte desses ensinamentos possa ser eficaz. Agora, o que deixa preocupado é a forma que as autoras sugerem, recorrendo à manipulação, à chantagem e até à "tortura sexual" do homem. Em todo o livro o objectivo é claro: por a mulher em controlo total da relação e por o homem no "seu lugar".

Não acredito que esta seja uma abordagem correcta, embora admita que possa resultar nalguns casos. Se bem que na prática sejam muitas vezes as mulheres o sexo forte das relações, não acredito que este tipo de truques para subjugar os homens aos desígnios femininos possa conduzir a um relacionamento saudável a longo prazo.

Um relacionamento é uma partilha não uma guerra de poder travada segundo objectivos tácticos e estratégicos que visam maximizar o meu retorno sem olhar a meios. Isso pode funcionar no mundo dos negócios, mas acredito que dificilmente resulte no longo prazo nas relações homem-mulher.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Japão: um novo paradigma ou um caso patológico?

Num artigo recente publicado pelo jornal The Guardian é apresentada uma perspectiva chocante e ao mesmo tempo reveladora das transformações das sociedades modernas.

Apenas uma minoria das mulheres se casa, e a maior parte não tem sequer planos para o fazer. Sexo é algo dispensável, e uma assombrosa percentagem de homens e mulheres chega aos 30 anos ainda virgem.

Não é só o facto desta ser uma sociedade conservadora onde a família é um entrave ao caminho profissional das mulheres. Na verdade, cerca de 45% das mulheres dos 16 aos 24 anos não se interessam por sexo ou qualquer tipo de contato físico com homens e mais de 1/4 dos homens pensam de forma recíproca. Não admira que no Japão se vendam mais fraldas para adultos que para bebés.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Infidelidade: a pura e dura realidade

A infidelidade parece ser um bom negócio. Que o diga o visionário Noel Biderman, director da Ashley Madison, o maior site de infiéis do mundo.  Que o digam os 20 milhões de usuários que alcançou desde seu lançamento em 2002, e seu volume de negócios superior a 90 milhões de dólares em 2012.

Portugal é desde este ano um dos 29 países em que este site está presente para casos extraconjugais. Os números do nossos vizinhos espanhóis mostram o potencial deste negócio de infiéis: primeiro mercado europeu e em quinto lugar no mundo, atrás apenas os EUA , Canadá , Austrália e Brasil , com um volume de negócios de US $ 3,5 milhões em 2012 , 37% mais do que 2011

A crise , uma oportunidade
Não será surpreendente este crescimento num ambiente económico de crise? Parece que não: Com os problemas económicos surgem mais problemas nos casais, mas as pessoas não se separam. A recepção deste site tem sido hostil pois promove o adultério de uma forma descarada.
O Japão parece ter sido o único país que não houve críticas. Talvez isso se deva ao facto de lá não existir o conceito pejorativo de infidelidade. Nos países onde predomina o budismo , a ausência do conceito judaico-cristão de culpa faz com que a cultura seja mais aberta

As diferenças culturais entre o Japão eo Ocidente também são evidentes no perfil dos usuários. Pela primeira vez, neste site, no Japão as mulheres são a maioria dos usuários: duas mulheres para cada homem.

Um lugar para as mulheres serem infiéis, mas quem paga ... são os homens.  E as inscrições não são baratas!

O principal inimigo do Ashley Madison é o preconceito . Prova disso é o ataque falhado no Canadian Stock Exchange ao seu proprietário. Em 2010, ele tentou em vão entrar no índice TSX , um revés que teve a sua origem , como Christoph Kreumer em " preconceitos morais investidores estabelecidos. " Não ajudou que a empresa estava entre as 500 mais poderosas empresas canadenses para o lucro e crescimento.

Segundo Biderman "As pessoas deveriam parar de enganar, mas isso nunca vai acontecer." Agora, a recepção calorosa dos japoneses tem atraído o interesse de Noel Biderman para tentar uma nova investida no mercado de ações , neste caso, o Nikkei : " Se o nosso sucesso no mercado continua , definitivamente explorar esta opção, especialmente se continuarmos a desenvolver o marca em outros países asiáticos " .

E a infidelidade na cultura japonesa é muito mais atractiva que o estigma no mundo ocidental . Na verdade, Biderman , sua empresa faz trabalho social para educar o público : "Esperamos ganhar o Prêmio Nobel da Paz, mas estamos convencidos de que nossas campanhas de marketing e mais de 20 milhões de membros mostram que a infidelidade é uma realidade e é hora de parar de estigmatizar " .

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Online dating - conselhos para mulheres



Quase todos já passaram por más experiências de encontros e relacionamentos. Quer no mundo real quer no maravilhoso e "caótico" mundo do online.

O online dating é uma realidade nova e nem sempre é fácil saber o que esperar o que fazer e como lidar com pessoas novas que se conhecem online. Há mulheres que olham para o online como um farwest povoado de violadores, predadores, pedófilos e assassinos facínoras - é um pouco esta a imagem que os nossos media ainda passam para o público.

Para aquelas suficientemente aventureiras para entrarem, certamente se vão deparar com más experiências.
Mas isso não a deve deixar em desespero: quem não estiver preparado para lidar essas más experiências, também mais dificilmente encontrará boas.

O que se segue é uma lista de conselhos para saber separar rapidamente uma pessoa que está realmente interessado em si de alguém que basicamente a está a fazer perder tempo.

  1. Converse um pouco no chat para o conhecer melhor: mas não fique à espera que ele faça perguntas nem faça voçê uma bateria de perguntas, como se estivesse numa entrevista de emprego.
  2. Não  faça perguntas muito pessoais e veja como ele reaje:  responde com monosílabos ou sabe contruir uma resposta com mais de 5 palavras, gramaticalmente correcta?
  3. Ele é evasivo nas respostas? Tem o sentido de humor do George Bush?
  4. Mostra interesse por si? (se esse interesse é genuino ou não e outra questão...)
  5. Um aspecto muito importante: pontualidade e integridade. Ele cumpre o que diz e não  se contradiz? Teste-o: marque um encontro no chat a uma hora; verifique  se ele é consistente no que diz.
  6. Se passar os primeiros testes, vá em frente e dê-lhe o seu celular (use um número para o efeito se for caso, mas é muito importante falar com ele antes de encontrar o cara).
  7. Não marque encontros antes de falar ao telefone. Trocar mensagens não chega, tem de falar,  de ouvir a voz, saber como ele reage, como ele fala consigo.
     
  8. Na conversa telefónica, este atenta. É normal estarem os 2 nervosos, mas acredite numa coisa: em muitos casos vai perceber que nem sequer vai valer a pena o encontro.
  9. Se o telefonema correu bem, marque um encontro. Não eternize as conversas por chats ou SMS. Só há uma forma de saber se existe química mútua: estarem à frente um do outro. Marque encontro num local público.
  10. Os primeiros 10 minutos de conversa podem dizer mais que os próximos 10 anos. Aqui não há regras: ou vocês têm química verbal ou não. Claro que se o seu objectivo for outro, então a química que interessa é a do seu corpo.
  11. Mas não crie falsos alertas. Há aspectos nele que podem ser trabalhados, porém outros JAMAIS. A barba pode ser cortada, a agressividade ou o machismo, será tão difícil de extrair como ele cortar o membro viril. 
Divirtam-se.

sábado, 17 de agosto de 2013

A maldição de Adão


Foi publicado, em língua inglesa, um livro com o título “Adam’s Curse” ou a maldição de Adão. O argumento do autor, Brian Sykes professor de genética em Oxford, é muito simples: o homem (macho) é um ser condenado à extinção. No futuro o cromossoma Y irá desaparecer do código genético e no mundo haverá … glups! … só mulheres! Nem mais. Segundo o autor o objectivo da reprodução (que é essencialmente cruzar cromossomas) far-se-á através da fusão dos óvulos de duas mulheres. Provas? Por exemplo, a diminuição da fertilidade masculina entre outras citadas no livro.
Disparate grosseiro? Aberração? Maluquices de cientistas de género sexual duvidoso? Antes de continuar a minha argumentação quero pôr-me a salvo e esclarecer que : 1) NÃO sou homossexual e 2) não subscrevo a tese do autor. Dito isto, acho que o argumento merece uma reflexão atenta livre de preconceitos que tão facilmente minam qualquer diálogo saudável neste campo, sobretudo em países latinos como o nosso.

Primeira questão existencial. Para além da reprodução para que servem afinal os homens? A mesma questão pode ser posta ao contrário, para que servem as mulheres, mas neste caso a resposta, em termo biológicos, é óbvia: conceber as crianças da geração seguinte. Segundo as mulheres mais radicais, a resposta à primeira pergunta é, servem só para chatear a molécula. Para mostrar como esta pergunta faz sentido atente-se a quantas mulheres vivem hoje sozinhas, quantas nem sequer se casam, como nos países nórdicos onde 60% dos bebés nascem de mães solteiras, a maioria das quais ira continuar solteira para o resto da vida. Porquê? Terá o homem perdido as suas virtudes ou estarão elas mais exigentes? Ou, no fundo, não precisam mesmo de nós homens para nada.

Na verdade, se olharmos para as revistas cor-de-rosa, a secção sentimental apresenta um cenário desolador para o homem. As queixas das leitoras batem sempre nas mesmas teclas: falta de atenção, de companheirismo, de carinho, de saber ouvir, etc. Será que elas não se dão conta que o homem não é capaz dessas coisas? Para esses atributos as mulheres são muito melhores que os homens. Não será então que o elas querem não é um homem, mas antes uma mulher com barba rija, voz grossa … e um apêndice?

Então em que é que os homens são bons afinal? A resposta é, mais uma vez, pouco abonatória para nós. O homem é claramente mais agressivo, belicista, individualista e menos tolerante que as mulheres. Quanta violência, guerras, disputas não foram e são iniciadas pela agressividade masculina? Além disso o macho é mais desarrumado, tem mais vícios, é menos voluntarioso. A questão que se deve por então é, como é que há mulheres que, com a sua infinita paciência, estão ainda para nos aturar?

E, caro leitor(a) se é verdade que a maioria das mulheres ainda precisa de homens para certos momentos, isso talvez seja devido a uma relíquia do seu código genético que ainda não sofreu a mutação necessária para se livrar, de uma vez por todas, deste empecilho evolutivo chamado homem. Da mesma forma se é verdade que as mulheres podem criar entre si fortes invejas e intrigas, isso talvez seja também por existirem homens que elas se esforçam por agradar ou conquistar.

E não ficamos por aqui em matéria de desvantagens. À medida que a sociedade se vai tornando cada vez mais mecanizada e automatizada, a mão de obra requer cada vez menos atributos masculinos (como força e destreza) e mais femininos, como organização, gestão e comunicação. Por outro lado, o trabalho do século XXI é feito em equipa e não individual. E quem é melhor a trabalhar em equipa: as mulheres.

Enfim, mesmo sem ler este livro, temos de reconhecer que, nós homens, estamos em maus lençóis. Teremos os dias contados como profecia o autor? Depois de séculos de subjugação, será que o futuro pertence às mulheres? Vale a pena pensar nisto, mas não é preciso desesperar caro leitor, pois ainda nos restam muitas gerações até a natureza completar a sua inexorável missão. Mas não percam tempo a desfrutar deste período de graça enquanto elas vão tendo pachorra para nos aturar.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Enviar ou não enviar SMS? Conselhos para mulheres

Enviar ou não enviar SMS … Eis a questão


Você olha para o seu telemovel na busca desesperada pela mensagem dele que tarda em chegar. Na dúvida envia-lhe uma segunda mensagem. Sem qualquer efeito. O silêncio mantem-se e a sua ansiedade quase a leva ao desespero.
  • Estará ele com outra mulher?
  • Estará com os amigos?
  • Estará a trabalhar?
  • Ou simplesmente a ignorá-la...

Todas as mulheres passaram por momentos destes, mas precisa saber um pouco sobre os homens para não entrar em stress.
Em primeiro lugar, para muitos homens, escrever um SMS é uma tortura. Pela milésima vez, os homens não comunicam como as mulheres: quando escrevem ou dizem algo é para comunicar algo verdadeiramente importante ou resolver um problema. Não é para fazer dizer que lhes doi a cabeça ou que o seu colega de trabalho está insuportável. Por isso, acrecite em mim: descontraia e não o pressione.
Em segundo lugar, para os homens o telemóvel não é um objecto tão íntimo como o é para as mulheres. Não estamos sempre com ele para responder a todas as mensagens num intervalo de 30 segundos.
Posto isto, a atitude mais razoável é simplesmente relaxar e esperar que ele dê sinais de vida. Se não o fizer depois de uma semana, aí você tem um problema. Talvez ele tenha sido raptado por alienígenas ou então... não quer saber de si. Para ambos os casos há uma solução.

Até lá, deixe andar. Mas não continue a pressioná-lo com "porque nao me respondes?". "O que andas a fazer?", "porque me ignoras?", "o que se passa contigo?", "o que é que eu disse de errado?"...
Finalmente, e não menos importante, não começe a fazer interpretações sobre as suas mensagens anteriores,e tentar tirar elações metafísicas sobre o porquê da não resposta dele. Isto pode parecer uma banalidade para muitos, mas acreditem: conheço mulheres que fazem análises aos SMS trocados com namorados ou amigos com um nível de exaustão que poderia superar algoritmos mais sofisticados de processamento natural de linguagem. "Porque é que ele escreveu esta palavra?", "porque é que pos aquele smile?", "porque levou tanto tempo a responder"...

Lembrem-se, novamente, os homens são muito directos e,em geral, não fazem joguinhos de adivinhação de intenções como as mulheres. O que está escrito no SMS não é um código secreto que lhe vai dar acesso a descodificar a mente dele. Sâo apenas e só 140 caracteres. 
Divirtam-se.

PS: O livro "A Arte do SMS: como comunicar em 140 caracteres" está quase pronto. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sexo livre

Hoje vamos falar de um tópico polémico, a propósito do livro recentemente publicado na Amazon:

FREE SEX - A Practical Introduction To Open Relationships And Swinging  de Benjamin Burns

O  (sub)título é bastante explícito: falamos de relações abertas e/ou partilhadas. Nestes campo inserem-se conceitos como o poliamorismo e os swings (conceitos próximos mas bastante diferentes). É um tema tabu para muitos, mas que se vem afirmando num número cada vez maior de casais  ou celibatários.

A questão de partida é simples: porque é que uma relação a dois tem de ser exclusiva? Tentar respondê-la é um exercício interessante que deve ser abordado sem preconceitos. Será porque realmente somos mais felizes com essa exclusividade? Será porque nos sentimos inseguros de perder a pessoa que amamos? Será uma incapacidade de amar? Será porque receamos aquilo que os outros pensam?

Não estou a defender o sexo "livre" ou banalizar o seu significado, mas acho que o tema merece reflexão pois acredito que as atitudes negativsas de muitos são mais condicionada pela sociedade do que aquilo que realmente pensamos. Creio que alguns casais poderiam ser mais felizes se tentassem abordar este tema de forma aberta.

A palavra chave para estes temas é sempre a honestidade e maturidade, caso contrário entra-se no campo da traição. São atitudes que podem comportar riscos elevados e convem perceber se ambos estão dispostos a dar o passo extra. Mas viver é já em si um risco...

Posto isto, acho que o livro está muito bem escrito e contém um bom enquadramento do tema. Recomendo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O que os homens apreciam numa mulher

Hoje vamos escrever do outro ponto de vista: do nosso.


Se é verdade que os homens apreciam mulheres bonitas, esse está longe de ser o único atributo, ou até mesmo o mais importante. Quais os atributos que são mais apreciados:


  • Mulheres seguras de si mesmas, que dão espaço e não são obsessivas ou ciumentas
  • Os homens gostam de mulheres estáveis e emocionalmente equilibradas.
  • Independência. Os homens apreciam mulheres com uma carreira, com objectivos, empreendedoras e dinâmicas. O tempo da mulher  subserviente já acabou.
  • No entanto, as mulheres não devem  perder as suas qualidades femininas. Levar a personalidade do trabalho para a relação não é atraente para a maioria dos homens. Mulheres agressivas, excessivamente controladoras ou dominantes não atraem os homens.
  • Mulheres que não têm medo de comunicar e de se abrir. Lembrem-se, os homens não são leitores de mentes: digam o que acham e o que pensam sem receios.
  • Mulheres com uma atitude positiva perante os homens e que não estejam sempre de "pé-atrás" ou a encontrar defeitos em todos aqueles que encontram
  • Mulheres que sorriam. O sorriso verdadeiro é o elemento mais sensual e atraente para um homem.
  • Sejam as suas confidentes. Um homem não se abre facilmente. Se for empática com ele e o souber ouvir, ele vai sentir uma afinidade muito maior.
  • Não tenham medo de dar o primeiro passo. Se estiverem numa festa e virem um homem interessante, não é preciso esperarem que ele venha falar consigo. Abordem-no e digam-lhe que tem uma Tshirt gira ou uma gravata original. Acreditem, os homens gostam tanto de ser elogiados como as mulheres.
E finalmente, e talvez o mais importante de tudo. Não deixem de ser femininas. Acreditem, os homens podem achar interessante e estimulante uma mulher combativa e moderna, mas ao seu lado gostam de ter uma mulher apreciativa, carinhosa e atenciosa. Os homens gostam de proteger e ser apreciados na sua masculinidade: deixem que eles a tratem como uma senhora.

Isso pode parecer banal, mas nos últimos tempos a pressão profissional tornou as mulheres demasiado "masculinas", combativas e agressivas. Isso pode ser bom para o trabalho, mas em casa não funciona.

terça-feira, 30 de julho de 2013

As mulheres gostam dos "maus rapazes"?

Já falámos aqui neste tema. Os homens "bons", ou seja, doces, afáveis e carinhosos são muito bons para conversar. Mas na hora da verdade quem triunfa são os "maus rapazes". Ou  não é assim que você se sente muitas vezes?

Uma precisão: maus rapazes não são rufias, marialvas, gabarolas ou machistas. São homens determinados, ousados, com alta auto-estima (sem ser convencidos) e, sobretudo, destemidos e indiferentes aos caprichos femininos.

Foi um mistério que sempre me intrigou: porque é que as mulheres afirmam apreciar os homens "bons", quando na verdade são os homens "maus" que verdadeiramente as atrai?

Continuo sem explicação para tal fenómeno, mas não posso deixar de verificar a sua validade. Um exemplo? Alguns anos atrás, estava numa festa com várias mulheres interessantes. Falei com algumas sobre alguns temas e trocámos números de telefone. Parecia ter corrido bem até o dia em que falei um amigo meu que tinha estado também na festa.

Apesar dele não era uma pessoa particularmente atraente, contou-me como beijou uma das mulheres que tinha conhecido nessa noite. Quando lhe perguntei como o tinha conseguido respondeu-me simplesmente: "ofereci-lhe um copo, levei-a a conhecer a casa, a dado ponto olhei-a, aproximei-me e beijei-a". "Só isso?" Perguntei eu.  "Só!" respondeu  secamente.

Pensei que essa festa tivesse sido um acaso, mas a verdade é que ele continuou a repetir o mesmo sucesso várias outras vezes. Eu nem queria acreditar. Mas depois de ver este meu amigo e de observar mais atentamente o comportamento das mulheres, acabei por aceitar como um facto: as mulheres apreciam os "bons" rapazes, mas na hora da verdade quem triunfa são os "maus".


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Arte de Fazer Amor: como amar e fazer feliz uma mulher

Livro à venda na Escrytos. Compre AQUI


Neste livro vai aprender os princípios básicos para conquistar e preservar a mulher que ama.
Vai poder descobrir alguns elementos fundamentais para o encantamento, os preparativos, a relação sexual, as fantasias, a vida a dois e como superar as dores da separação.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Presos na "zona da amizade"


Acontece com todos os homens. Você conheçe uma miúda tão simpática, tão simpática, que ... se torna a eterna "amiga". Não há nada de mal ter amigas que são simplesmente amigas e nada mais. Todos os homens devem ter esse tipo de amigas.  Mas, o desespero é quando você queria algo mais e, por um lado tem medo de dar um passo extra e estragar a amizade, por outro lado sente-se desconfortável por serem só amigos. 

Bem-vindos à prisão mais famosa do mundo: a "zona da amizade", ou ZDA. A ZDA é muito comum e sei da casos que se eternizam por vários anos. Como sair ou evitar cair na ZDA?

Primeiro precisa perceber uma coisa básica, que no entanto muitos homens ignoram. As mulheres precisam de se sentir confortáveis consigo antes que aconteça algo mais. Não quer dizer que queiram ser suas amigas, possivelmente muitas não querem. Mas precisam saber um pouco mais de si e sentirem que você não representa uma "ameaça". Isso não acontece no primeiro encontro. Deve esperar pelo menos 3 encontros para dar esse passo-extra. 

Três, não 30! Se passar dos 10 encontros (nalguns casos 5 ou menos) sem que nada aconteça, considere-se preso na ZDA. Sei que pode ser assustador, mas só tem um forma de quebrar essa prisão: pô-la à prova. Não espere que seja ela a fazê-lo. Muito possivelmente ela já lhe deu sinais que está ou não interessada  - e também muito possivelmente você ignorou-os. Mas só tem um forma de saber: teste-a. Já!

Existem os clássicos convites para jantar ou sairem os dois. Mas para mim, o mais eficaz é simplesmente observar como ela se comporta quando está junto de si. Como sorri, como se evidência, como reage à sua presença, ao seu toque.

Você tem de ir subindo a parada com destino ao primeiro beijo. Todo o tipo de sinais físicos, abraço, toque de mãos, sussuros, etc. Os homens que não aumentarem a tensão sexual acabam presos na ZDA. Uma nota importante: deixe que ela participe nesse ritual e tome iniciativa. Não há nada mais excitante para uma mulher do ela se sentir com espaço para também tomar a iniciativa e deixando o papel da eterna "passiva" (mas só depois de você ter dado o primeiro passo e lhe ter evidenciado que é merecedor e tem a capacidade de receber essa iniciativa).

Se tiver como resposta um não, já sabe que ela quer ser mesmo só sua amiga e terá de aceitar isso. A sua investida poderá abalar um pouco essa amizade, mas não será isso que a vai destruir.

Algumas pistas para ela não querer sair da ZDA:
1.você não tem mais ninguém: as mulheres desprezam homens que mais nenhuma outra quer e "não têem onde cair mortos". 

2. você é uma pessoa previsível. Nada mais entediante para uma mulher que saber exactamente o que esperar de si. Seja misterioso, surpreenda-a, crie tensão sexual quando ela menos espera. Não esteja sempre disponível, não responda a todas os SMS dela, não concorde com ela em tudo (não tenha medo de lhe dizer "isso é um disparate"),  não responda a perguntas directas com respostas directas, como se fosse um cachorrinho.

3. Não é suficientemente sexual. Não há problema nenhum mostrar o seu interesse sexual por ela. Agora, não lhe vá dizer que quer ir para a cama com ela... tem de ser subtil. A tensão sexual é um jogo de sedução, não é um pedido de casamento. As mulheres não são criaturas assexuadas (felizmente) e gostam de provocar reacção num homem. Esteja à altura, mas sem ser obsceno. Será pedir muito?

4.Falta de iniciativa. Seja o homem! Não procure aprovação dela para tomar uma decisão. Provoque-a e arranque-a da sua zona  de conforto, sem ser arrogante. Em vez de "queres sair um dia destes?" porque não dizer-lhe "olha, és uma companhia fantástica. Espero por ti na minha festa este fim-de-semana". Não espere que seja a mulher a dar o 1º passo.

5. Não lhe toca. Não é preciso (nem deve) apalpá-la. Mas por muito que converse, somos criaturas físicas. Não tenha medo de lhe tocar, de invadir a sua zona privada e ver como ela reage. Abrace-a ou dê-lhe um beijo no rosto. 

Eternizar falsas "amizades" com pessoas que você (e ela) apenas quer conhecer na cama, não há pachorra. Nem para si nem para ela. 




domingo, 21 de julho de 2013

Sinais que ela está interessada em si

Poucos homens sabem que quase todas as ações femininas têm um significado. As mulheres atribuem significado, nem sempre conscientemente, aos gestos, olhares, distância ou posicionamento: a chamada linguagem coporal. Nem sempre é fácil decifrá-los, mas aprenda algumas linhas gerais.

1. O olhar
As mulheres são excelentes observadoras. Estão sempre a avaliar os outros. Se uma mulher o olhar de forma furtuita, ela poderá estar interessada. Mas pode ser um  interesse ainda muito vago. É preciso ver outros sinais.

2 Dissimulação
Este é um dos sinais corporais que os homens menos compreendem. Se uma Mulher desvia o olhar assim que você a olha, não quer dizer que não esteja interessada. Lembre-se que as mulheres foram condicionadas durante milénios para esconder o seu desejo e a serem discretas. Trata-se apenas de um jogo, uma encenação, que ela está a fazer consigo. Está a testar o seu interesse nela.  Não se deixe intimidar mas também não fique a olhar obsessivamente para ela.

3 Acariciando adornos, mexer no cabelo ou partes da roupa
Quando uma mulher acaricia um colar, o brinco ou ajeita partes do vestido enquanto olha para si, isso quer dizer que ela quer que você lhe preste atenção. 

4 Expor partes do corpo
Quando ela evidencia, propositadamente, alguma parte do corpo, o ombro ou o pescoço, por exemplo, é um sinal positivo.

5 Toque
Este é talvez o sinal mais forte. Ela aproxima-se de si, inclina o corpo para si, toca-lhe? Ou, se você lhe tocar, ela reage positivamente (deixa ficar a mão ou retira imediatamente)? Isso é um sinal muito forte que ela está interessada em si. Pode não querer dizer que ela queira dormir consigo, apenas que ela aceitou a sua presença física.

Existem muitos mais sinais, mas estes são os essenciais. Da próxima vez esteja atento e tente compreender o que ela não lhe diz em palavras.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A geração que se recusa crescer.

Catarina não tem carreira, não é casada, não tem  filhos e não tem casa. Não, Catarina não tem 18 anos, mas ... 33. Parece que este é um cenário cada vez mais familiar. Bem-vindos à chamada sociedade Peter Pan: adultos que se recusam a "crescer" ou uma mudança profunda nos comportamentos e atitudes da nova geraçaõ.

São cada vez mais as pessoas que, por opção própria, decidem adiar todos os projectos de vida "normal", para se dedicarem a ... viver o dia-a-dia sem pensar muito no amanhã. Assustador? Talvez, mas não os posso censurar ou apontar como comportamentos imaturos ou irresponsáveis.

Estudos mostram que o número de mulheres que casam pela primeira vez na casa dos 30 ou 40 anos duplicou em apenas 10 anos. A idade média para começar uma família é hoje de 28 para as mulheres, em contraste com 24 em 1970. Muitos não querem casar de todo. No reino unido metade das mulheres com menos de 50 nunca foram casadas ​​- o dobro do registrado há 30 anos, e na Suécia 60% das crianças vivem apenas com um dos pais. Nos anos oitenta o comprador típico de uma casa tinha 29 anos, hoje tem 38!

Será que as pessoas estão com medo de pensar em si mesmos como adultos? Ou simplesmente não pensam nisso, preferindo viver o presente como se não existisse futuro?

E os instintos maternais? Muitas mulheres solteiras na casa dos 30 confessam que gostariam de ter filhos, mas para muitas isso deixou de ser uma obsessão para se tornar uma opção - muitas vezes nunca concretizada. A taxa de natalidade em Portugal é das mais baixas do mundo e com tendência a baixar.

Será este um fenómeno transitório ou uma mudança profunda nas sociedades modernas? Não sei, mas uma coisa é certa: o casamento é cada vez mais uma coisa do passado e com um futuro muito sombrio.

Homem,o sexo fraco



Embora sejam desprovidas da força física dos homens, as mulheres adquiriram outras vantagens competitivas.

Elas são mais organizadas, ponderadas, responsáveis e capazes de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. São excelentes comunicadoras e capazes de gerar mais empatia que os homens.

Mas já se perguntou porque razão são quase sempre as mulheres que terminam as relações? Já pensou porque são também elas as que mais lutam por uma relação em que acreditam? Já reparou que, após uma separação, é normalmente ele que mais se sente "desamparado"? No que toca a relações elas também lideram.

E  sim, é verdade que existe um sexo fraco: os homens.

domingo, 14 de julho de 2013

Conselhos para online dating

Já referi a importância que tem o online dating. No entanto, por ser um meio novo, nem sempre se compreende a sua dinâmica e a importância de alguns pormenores. 

Primeiro abordemos alguns mitos.

Mito 1: quem está em sites de dating são apenas "desesperados": mulheres encalhadas e homens à procura de sexo.
Isso é completamente falso. O online é uma amostra do mundo real: existem pessoas variadíssimas. existem de facto muitas encalhadas e homens (e mulheres) à procura de sexo. Mas não há só esse tipo de pessoas. Em Portugal existe ainda muito preconceito (infundado) contra o online. Na verdade é um canal como outro qualquer para conhecer pessoas.

Mito 2: o online não funciona. 
Na verdade, vários estudos mostram que o online é tão, ou mais eficaz, em encontrar a sua alma gémea. Não desista, mesmo depois de ser abordada pelas primeiras dezenas de "palermas" tentando convencê-la do quão magníficos são (se for mulher), ou então enviar dezenas de emails sem resposta (se for homem). É uma questão de tempo até encontrar alguém interessante. Se não está a ter resultados, pense se não está a fazer algo errado: seja no seu perfil seja na sua estratégia de comunicação.

Mito 3: as pessoas online mentem.
Todos mentem: online e offline. Mas esse tipo de pessoas sao as que não lhe interessam. A maioria, a que está realmente interessada em aprofundar relações, não mente. Como distinguir umas das outras? Em breve apresentarei um texto  sobre o tema.

Agora alguns conselhos para melhorar o seu sucesso online.

1. Não seja demasiado rigorosa(o) e abraçe a novidade. Se o seu critério é tão rígido que só um super-modelo seria capaz de cumprir, muito possivelmente há algo de errado consigo. 

2. Escolha uma foto e uma mensagem adequada ao tipo de homem/mulher que está interessado. Mostre um sorriso na foto e não use demasiada maquilhagem. Homens devem pensar duas vezes antes de pôr fotos em tronco nu. Mulheres em bikini preparem-se para receber muitas mensagens com propostas bastante directas. Na mensagem de apresentação, sejam criativos e abertos.

3. Quando enviar um email a alguém, vá um pouco mais longe do que "és muito gira", e muito menos "não queres tomar um café?", logo no primeiro contacto. Fale de temas comuns a ambos.

4. Se for mulher, não tenha medo de enviar o primeiro email. Se for homem, desperte a curiosidade dela e mostre um desinteresse "calculado". Já mencionei  o facto de não usar fotos em tronco nu, não foi?


terça-feira, 9 de julho de 2013

Quando ele não é a pessoa certa para si

Os homens são peritos em mentir. Às vezes, e mais grave, mentem a si mesmos.

Por isso, fique atenta nas acções dele, não nas palavras. Muitos não o fazem propositadamente. Está-lhe na sua natureza. Pior ainda, muitos não sabem o que querem e acabam por confundir amor com necessidade, ou apenas facilidade.

As  possibilidades de ter encontrado, namorado ou casado, com um homem destes são elevadas, pois eles são uma espécie abundante. Porém, se você é uma mulher exigente e com alta auto-estima, pare de perder tempo! Saiba reconhecer rapidamente sinais que devem fazer tocar sirenes na sua cabeça.

1. Veja a integridade e CONSISTÊNCIA dele: ele telefona quando diz que telefona, aparece quando você precisa, ou arranja sempre uma desculpa? Um homem íntegro é consistente em quase tudo o que diz e o que faz. Um homem não-íntegro pode arranjar todo o tipo de argumentos para esconder a sua natureza. Se ele for inteligente, então ainda criativo será.

2.Veja se ele é verdadeiramente o seu homem. Lembre-se: os homens raramente mudam. Não fique com a ilusão que o vai mudar (como muitas mulheres pensam inconscientemente). Não aceite o assim-assim quando pode ter o fantástico. Pare de arranjar desculpas para os comportamentos dele. Se ele está interessado vai-lhe mostrar esse interesse. As mulheres têm o hábito de desculpar e se adaptar ao outro. Isso pode impedi-las de ver o óbvio.

Se passa a vida chateada com os comportamentos dele, isso não é bom sinal. Nem imagina a quantidade de pessoas que são incompatíveis e no entanto vivem juntas. A vida não deve ser uma via-sacra...

3. Separe os homens dos rapazes: os rapazes procuram aventuras e não estão dispostos a compromissos; a conhecê-la ou partilhar o seu mundo. Os homens interessados em algo seério vão querer saber pormenores da sua vida, da sua família e da sua história. Vão querer partilhar consigo o seu universo privado, sem medo e sem pressa.

Por isso, na dúvida, ponha-o à prova. E não perca tempo com quem não quer perder tempo consigo.


domingo, 7 de julho de 2013

Novo livro em preparação: "A Arte do SMS: triunfar com 140 caracteres"

Um novo livro está em preparação. Nele é abordada a arte da comunicação e a importância de saber escolher as palavras certas, sobretudo, não cometer erros.
Focado na comunicação com base no SMS e nos chats online, o livro aborda como, quando e de que forma poder tirar partido desta ferramenta incrível para ter sucesso entre as mulheres.

O livro estará disponível no final do verão de 2013.





Alguns temas abordados:

  1. Regras elementares da comunicação homem-mulher
  2. Regras para uso do SMS
  3. Decifrar o código: entre o que ela escreve e o que ela quer realmente dizer
  4. Como testar a receptividade dela
  5. Como sair da "zona da amizade"
  6. Casos práticos
  7. Aquilo que o  SMS não permite

Neste livro vamos falar da arte da escrita curta, sobretudo o SMS. É um livro orientado para homens que querem estabelecer uma relação saudável com mulheres que conhecem, querem conhecer, namorar ou simplesmente divertirem-se.



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sábado, 6 de julho de 2013

Dating websites


Antes de mais as minhas desculpas por não traduzir o termo "dating", mas de todas as palavras que procurei em língua portuguesa (namoro, relacionamentos, ...), nenhuma me agrada.

Quer se goste ou não, o dating tornou-se digital. Cerca de 50 milhões de usuários recorrem a centenas de sites na procura da sua alma gémea, ou apenas alguém para passar bons momentos. Uma actividade em  crescimento e que rende mais de 5 mil milhões de euros.

Várias sondagens mostram que quase 25% dos casais se conheceram online (embora o online dating seja igualmente responsável por quase 50% dos divórcios).

Num sector tão promissor, existem websites e aplicações mobile para todos os gostos e feitios. Alguns são muito populares apenas em certos países enquanto que outros têm uma abrangência global. O espectro é muito variado: desde formas divertidas de conhecer pessoas (o Facebook e a maioria das redes sociais encaixam nesta categoria) até alguns que são direccionados para flirts ou swings.

Convém não por tudo no mesmo saco e não ser preconceituoso sobre este tipo de plataformas. Há sites fantásticos onde se conhecem pessoas muito interessantes e outros pouco recomendáveis. A maioria é paga (estamos a falar de um negócio muito lucrativo), mas existem alguns gratuitos com excelente qualidade.

Segue uma lista comentada de alguns destes sites:

Meetic.com: um dos pioneiros e ainda lider em muitos países da Europa. O site é relativamente bem conseguido, tem uma grande oferta mas o preço é elevado (só os homens que pagam). Há ainda questões a nível de navegabilidade.

Badoo.com: um dos sites com maior crescimento e também bastante popular em todo o mundo. Dispõe também de aplicação mobile. É mais barato que o Meetic mas as funcionalidades de pesquisa são muito limitadas, focando quase exclusivamente na foto.

Okcupid.com: um site gratuito muito bem conseguido e com imensas funcionalidades que permitem conhecer a outra pessoa e o seu temperamento através de um matching score. Recorre a algoritmos sofisticados para que o match seja perfeito.

Brazilcupid.com: site intuitivo e excelente design. Não é dos mais populares, mas é dos melhores.

Parperfeito.com.br: um bom site destinado ao mercado brasileiro.

Secondlove.pt: um site direccionado para flirts de pessoas casadas. É frequentado sobretudo por homens.

Match.com: um dos maiores sites do mundo, líder nos EUA mas pouco usado na Europa.

Zoosk.com: um site bastante simples e linear com interligação ao Facebook (o que pode ser muito desagradável)

Eharmony.com: muito popular nos EUA e também disponível no Brasil.

Existem ainda algumas plataformas revolucionárias como
Bang with Friend e
Are You Interested
que servem para quebrar o gelo com os amigos Facebook.

No campo do mobile, de referir o Tinder, na linha do Hot or not Hot, mas que ainda não chegou a Portugal.

Quando é que uma mulher perde respeito por um homem

A questão deverá ser antes: quando é que um homem perde respeito por si próprio.

Um homem com baixa auto-estima não é um bom ponto de partida para um relacionamento com uma mulher. O homem precisa de se afirmar e mostrar liderança. Se não o fizer, ela vai olhá-lo como um fraco que obedece aos seus caprichos; por isso não se interessará muito por ele. Sei que é cruél e nem toda a gente é assim; mas tal não deixa de ser muito comum.

Não precisa, nem deve ser, machista ou autoritário, mas nos momentos decísivos tem de saber dizer não. Pare de procurar obsessivamente a aprovação dela, sobretudo se ela for muito bonita. Isso só irá fazer com que ela perca o interesse em si. 

Por exemplo. Imagine que ela lhe envia um SMS a cancelar um encontro, sem um forte argumento,  propondo-lhe uma outra data para se encontrarem. Se você estiver realmente interessado, vai logo responder que sim.

Na verdade ela está (Inconscientemente) a testá-lo - e você falhou. Se tivesse respondido qualquer coisa como "desculpa, mas tenho coisas combinadas para esse dia. Lamento que não possas vir hoje", teria sido completamente diferente. Estaria a dizer-lhe que você não está sempre disponível e que ela terá de se esforçar para o ter, senão pode perdê-lo.

Inversão de papeis? De certa forma, sim. Lembre-se, todos os relacionamentos passam por rituais e encenações (muitas vezes sem darmos conta que o estamos a fazer) a fim de conhecer o outro e o pôr à prova. Se falhar, ela vai perder o interesse em si. Não quer dizer que se torne num arrogante, machista, frio e indisponível (isso irá fazê-la perder ainda mais o respeito por si). Mas precisa de perceber estes jogos de sedução e estar preparado para surpreender e estar um passo à frente para manter a atenção e o interesse dela.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A euforia perpétua: ou a obrigatoriedade de ser feliz


O mestre era adepto dos avanços da tecnologia, embora fosse consciente das suas limitações. Quando um industrial lhe perguntou qual era a sua ocupação, ele respondeu:
“Eu trabalho na indústria das pessoas”
“E o que é isso?” perguntou o industrial.
“Olhe para si.” Disse o mestre. “Os seus esforços são no sentido de melhorar as máquinas, os meus são no sentido de melhorar as pessoas.”

Mais tarde o mestre disse,
“O objectivo da vida deve ser o tornar as pessoas mais felizes, mas parece-me que estas estão apenas interessadas no aprefeicoamento das coisas, e não de si mesmas.”

A Minute Wisdom, Anthony De Mello


Estás bem?"
“Sim, e tu?”


Resposta simples, directa, quase reconfortante, não fosse o facto dela ser automática. É dita vezes sem conta, talvez na esperança vã da repetição compensar a falta de convicção.

Hoje todos somos felizes. Temos esse direito, ou melhor, essa obrigação. Sim, ser feliz tornou-se numa obrigação, talvez para compensar as outras que o homem moderno se descartou. Arranjamos os sorrisos “pepsodente”, prontos a ser usados em todas as ocasiões. Fica sempre bem e dá muito jeito, na rua, nos vizinhos, e sobretudo nos negócios. Estaria tudo bem não fosse o facto de por dentro muitas vezes nos apetecer chorar. Um aperto na alma que oprime ao ponto de às vezes ter vontade de explodir.

Algo está errado na sociedade moderna. Nunca tivemos um bem estar tão elevado, e contudo nunca vivemos tão amargurados, ansiosos, deprimidos e tristes interiormente. O que está mal? Será a nossa felicidade uma ilusão imposta ou estamos a iludirmo-nos a nós mesmos?

Construir uma sociedade com a premissa do hedonismo e da felicidade é conduzi-la à ruina. Não uma ruina moral, como a apregoada por Santo Agostinho na sua alegoria de Sodoma e Gomorra. Antes porque, essas são bases efémeras que carecem de consistência interior.

Mas porquê? Afinal o que há de errado em querer ser-se feliz? Não deve ser esse afinal o objectivo último da nossa existência? E o que está errado na procura do prazer? Devemos antes procurar o sofrimento, a auto-mutilação ou o sacrifício estóico como alguns ascetas míticos na esperança de nos “purificarmos”?

É claro que a resposta é um claro não. Sofrimento já teve a humanidade a mais! O problema é que estas questões estão, por assim dizer, mal postas. A felicidade não pode ser um fim em sim mesmo mas antes o resultado de um processo que se chama viver. É um subproduto do que fazemos, de como fazemos e de como  sentimos.

Imaginemos uma experiência na qual, através de uma estimulação sensorial adequada, o nosso cérebro seria induzido a permanecer num estado de satisfação e bem estar permanente. (De certa forma isso já foi conseguido em laboratório com ratos.) Seriamos felizes? É claro que não, pois tudo não passava afinal de uma ilusão, uma espécie de droga para iludir a realidade, à qual acabaríamos por nos tornar imunes.

Pensar que o prazer e a felicidade podem orientar a nossa vida tem algo de tão etéreo como a árvore das patacas ou a crença em soluções milagrosas. Então o que deve orientar a nossa vida? Não posso, nem quero, responder. Cada um terá os seus princípios, os seus valores: o amor, a amizade, a compaixão, a honestidade, a integridade, a sinceridade, a capacidade de perdoar. Valores que nos distinguem das máquinas. São esses os valores que devemos aspirar. Se os seguirmos a felicidade preencherá a nossa alma. Será uma mera consequência.

Não podemos ser felizes enquanto não percebermos que a felicidade não é algo a que se aspira mas que se sente, que se partilha, que se respira como o ar que nos envolve. A felicidade não é uma meta no fim do caminho mas o próprio caminho. Ser feliz ou não depende da nossa capacidade de construir esse caminho e, acima de tudo, de apreciar a paisagem.

Um paradoxo? Para muitos talvez seja. Sobretudo para aqueles que apresentam um raciocínio linear, que acham que tudo deve ter uma explicação, que pensam que a vida é um processo de optimização. Para aqueles que querem mudar o mundo sem se mudarem a si mesmos, para os medem as pessoas pelo seu status, pelo seu poder, ou pela sua aparência.

Mas, quem consegue sentir antes de racionalizar, aceitar antes de se revoltar, apreciar as coisas simples, que é capaz de medir as pessoas pelo seu coração e que sabem o significado da palavra compaixão, para esses, as minhas palavras certamente não serão um paradoxo, mas algo óbvio.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sinais que ele só quer mesmo é ...

É uma daquelas verdades insufismáveis: quando conhecem uma mulher que lhes agrade, os homens só querem ...

Na verdade, como tudo na vida, as coisas não são assim tão lineares. Se bem  que isso possa ser correcto, convém perceber as razões. Sobretudo distinguir aqueles que apenas querem conhecer o corpo dela e colar mais um cromo à colecção (tipo C) e aqueles que realmente se preocupam e querem uma relação muito mais profunda (tipo I).

Algumas pistas:

  1. Existem sinais que podem denunciar qual o tipo do homem que você tem  à sua frente, mas o melhor é esperar pela interacção que vai ter consigo depois de alguns encontros. Se você diz não depois de uns 3 ou 4 encontros e ele deixar de lhe ligar, então teremos um tipo C. Se ele se preocupar genuinamente consigo e continuar a ter encontros porque a quer conhecer melhor, então parabéns: encontrou um tipo I de Interessado em si pelo que você é e não apenas pelo seu corpo.
  2. Um homem tipo C vai querer entrar em conversas mais picantes logo desde o início e não se irá abrir muito consigo. Um homem tipo I vai ouvir com atenção o que você tem para dizer.
  3. Um tipo C vai escolher locais públicos para se encontrar consigo. Um tipo I irá ter prazer na sua companhia e que você o acompanhe numa esfera cada vez mais pessoal.
  4. Um tipo C desiste se você não responder aos seus SMS. Um tipo I preocupa-se genuinamente e irá esperar e oferecer ajuda.
Muito mais se podia escrever, mas acho que a mensagem ficou clara. Para perceber quem-é-quem, precisa de o pôr à prova. 

Mas deixo um conselho: pode ser muito frustrante para um homem passar todas estas barreiras. Por isso, há que ter bom senso, pois pode correr o risco dele confundir a prova de combate que o está a submeter com o mero desinteresse.

Primeiro Encontro:dicas para mulheres


O primeiro encontro não tem de ser um drama e faz parte do processo de aprendizagem para o que poderá vir a ser uma relação extraordinária. Com o número de divórcios cada vez maior, temos de reaprender este processo em várias fases na nossa vida. Por isso respire fundo, descontraia-se e observe. Eis algumas dicas para mulheres

  1.  Não encare o primeiro encontro como um pedido de casamento. Estão ali para se conhecer e divertir. O resto vem por acréscimo.
  2.  Observe mas não seja um detective à procura de traçar um retrato psicológico dele, logo no 1º encontro. Nada é mais aborrecido para um homem.
  3. Não fique calada e deixe que seja ele o centro do universo. Se isso acontecer, não é bom sinal para si e para ele. Os homens interessantes apreciam mulheres confiantes, audazes e inteligentes. Mostre que possui esses atributos.
  4.  Também não caia no erro inverso, ao ser você o centro da conversa. As mulheres falam muito mais que os homens. Mas acredite, se sair do primeiro encontro com 90% do tempo do seu lado, algo correu mal.
  5. Não centre a conversa nas pessoas mas em outros temas: viagens, ideias, projectos, política, livros…
  6. Muitos homens têm medo de se sentirem aprisionados. NUNCA mostre sinais que o quer “agarrar”. Não insista na conversa sobre “conhecerem-se melhor”. Isso irá acontecer com naturalidade.
  7.  Não ligue ou envie SMS a todas as horas. Deixe ser ele a fazê-lo.
  8.  Os homens não são todos iguais. Muitos sentem insegurança (embora o disfarcem) e têm mais dificuldade em comunicar. Dê-lhe a oportunidade de se expressarem, de se sentirem respeitados e valorizados.