Entrevista à revista Exame Informática, 24 de Outubro de 2013
Nasceu da minha curiosidade por tudo. Como Físico, um dia questionei-me se não conhecíamos melhor objectos a milhões de anos-luz de distância do que as pessoas do sexo oposto e com quem convivemos a maior parte das nossas vidas.
1a. Será que considera que há público que não domina essa “arte”?
Pelas vendas do livro parece-me bem que não.
2- Chegou a tentar propor a publicação deste livro nas editoras que operam no circuito tradicional? Se sim quais foram as reações?
sim. Em pt nao tive resposta alguma. No Brasil consegui logo na primeira editora, mas depois o projecto foi abandonado.
3- Quais as vantagens/virtudes da autopublicação na Internet? Está a ponderar recorrer a outras plataformas similares?
Para o autor é muito mais simples pois as barreiras à entrada são quase nulas. No mundo digital não há custo com átomos (papel, estantes, lojas, distribuidores…). São apenas bits, e esses têm um custo zero. Há espaço para todos os autores e não apenas os best-sellers ou os autores que uns iluminados acham “vendáveis”.
4- Acredita que pode ganhar dinheiro suficiente para viver com os livros que (auto)publica?
Depende. Se endereçar o mercado brasileiro sim. Se apostar só no mercado pt será difícil.
Quantos exemplares já vendeu?
Desde o início do ano uns 3000. Espero chegar aos 5000 até final do ano. No Google Play no Brasil este livro chegou a estar em número 1.
Considera justa a repartição de lucros nas plataformas de autopublicação?
Nos mercados não há lugar para essa palavra “justo”. Desde que haja alguém disposto a comprar e alguém disposto a vender por um certo valor, a transação é efectuada. Agora, pode é perguntar se o intermediário acrescenta ou não valor ao produto. A minha resposta é sim, sobretudo a nível dos canais de venda, mas é um valor muito marginal. Os próximos dois livros que tenho quase prontos e estou para lançar, muito possivelmente não irei usar intermediários.
5- Quais as reações dos leitores(as)? Algum tentou contactá-lo?
Como as vendas têm corrido bem, suponho que tenham gostado. Mas até agora nenhum leitor(a) me veio pedir conselhos. Ainda bem, porque dificilmente saberia responder – embora tivesse criado um blog com algumas reflexões sobre o tema (artefazeramor.blogspot.com). Sou um cientista e um analista financeiro, não um conselheiro sentimental 
Além disso, não gosto de dar conselhos sobre a vida dos outros, nem me sinto com essas competências. Apenas escrevi algumas notas generalistas sobre relacionamentos, que apesar de parecerem óbvias, muita gente (sobretudo os homens) não as aplicam, e pior ainda, não querem aprender – com grande prejuizo para as suas relações.
Além disso, não gosto de dar conselhos sobre a vida dos outros, nem me sinto com essas competências. Apenas escrevi algumas notas generalistas sobre relacionamentos, que apesar de parecerem óbvias, muita gente (sobretudo os homens) não as aplicam, e pior ainda, não querem aprender – com grande prejuizo para as suas relações.
6- Última questão, que está diretamente relacionada com o conteúdo do livro, mas que também é importante para se perceber o conceito de autopublicação: quem é que pode garantir que os conselhos de “A Arte de Fazer Amor” são legítimos, credíveis e produzem resultados?
Acho que podia fazer essa pergunta a autores de outros livros publicados e que nalguns casos, graves danos causam à sociedade, sobretudo nas áreas de economia e finanças. Seria interessante perguntar pelas métricas de sucesso destes autores. onde as “verdades”são estabelecidas com pressupostos “científicos” mas que de ciência não têm nada. Uma delas talvez fosse a crise financeira iniciada em 2008 e que já “destruiu” quase 5 triliões de dolares. Mas isso levar-nos-ia para outros caminhos…
Quanto ao meu livro, embora esteja a precisar de ser actualizado, aos amigos a quem ofereci um exemplar. todos eles gostaram, aprenderam algo ou se divertiram a lê-lo. Para mim é uma métrica suficiente.
Quanto ao meu livro, embora esteja a precisar de ser actualizado, aos amigos a quem ofereci um exemplar. todos eles gostaram, aprenderam algo ou se divertiram a lê-lo. Para mim é uma métrica suficiente.


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